Como surgiu o 3 por 4

Os idealizadores deste projeto foram unidos pelo destino.

A vida nos colocou na mesma empresa! Logo descobrimos uma bela amizade, onde houve um entrosamento e, confesso, parece que nos conhecemos há muuuito tempo!

Sempre respeitamos a opinão e os anseios de cada um, e com o tempo sentimos a necessidade de criar algo diferente onde você pode ser o que quiser. Esse é um sonho que está sendo realizado com muito amor e vontade de dar o que cada um de nós tem de melhor...

Queridos visitantes deste blog, criamos este espaço para mostrarmos para o mundo que: gays e heterossexuais podem viver em total harmonia, sintonia e acima de tudo muito respeito! Sejam muito bem vindos!

Apresentação



Somos os 3 por quatro!

E criamos este blog para ser um lugar LIVRE.

Onde podemos expressar o verdadeiro sentimento que cada um guarda em si.



Aqui não tem lugar para nenhum tipo de preconceito ou caretice.



VIVA A DIVERSIDADE!!!







quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Filme - Do começo ao fim


Sinopse: Do Começo ao Fim é uma história de amor. A história de Francisco e Thomás e de sua família: Julieta, Alexandre e Pedro. Com uma narrativa particular o filme pretende contar a história de um amor incondicional como uma possibilidade, como um contraponto para um mundo cheio de violência, medo e intolerância.

1986: Thomás, filho de Julieta e Alexandre, nasce com os olhos fechados e assim permace durante várias semanas. Julieta não se preocupa e diz que quando o filho estiver pronto, que quando ele quiser, ele abrirá os olhos..


Opinião: O tema é bastante ousado, afinal fala de incesto. Porém o tema foi apenas um detalhe para que o diretor conseguisse desenvolver de forma brilhante uma linda história de amor. Afinal não mandamos no coração e nossa razão nos impõe restrições, que as vezes, não são aplicavéis diante do coração. Lindo filme!

E jogue a primeira pedra, quem nunca pecou por amor!

Link para Download
Do começo ao Fim (AVI) Megaupload



Postagem: Alessandra Gama

Freaks por Ninna


Sinopse: Uma mulher irascível, má, que não se importava com o sofrimento alheio, que não media esforços para se dar bem em todas as situações, uma pessoa cruel que infligia dor aos outros sem o menor remorso. Para muitos beirava a psicopatia, para outros era apenas sádica e sem valores morais ou pelo menos com tais valores bastante retorcidos.

Talvez não se possa chamar de romance o que se passa entre as personagens principais. Romance remete à quimera, a sentimentalismos cheios de lirismo, e isso, definitivamente não encontraremos entre nossas protagonistas...

Link para Download
Arquivo em PDF (Megaupload)


Opinião: Um romance bonito, porém intenso. Nos leva a pensar na grandeza e força de um amor incondicional, irracional, intenso ao extremo. Na força do desejo e em como um amor puro pode modificar a alma de uma pessoa.

Postagem: Alessandra Gama

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Chuvas no Rio: depois da bonança, vem o desespero!

Mais uma vez estamos passando por um problema que está se tornando corriqueiro em nossa cidade. O grande problema com as chuvas! Sempre ficamos apreensivos nos meses de janeiro, fevereiro e março e isso tem sido uma constante nos últimos anos.

No ano passado, tive uma grande perda, um amigo, que infelizmente foi uma das vitimas dos desabamentos ocorridos no município de Niterói. É desesperador perdermos alguém nesta situação. Nessas horas agradecemos imensamente a dEus por estarmos vivos, por nossos familiares não estarem correndo risco ou somente por também estarem vivos.
Este problema de crescimento desordenado e sem o mínimo controle urbano e ambiental não são de hoje, se arrasta a décadas.

Esta é a terceira grande tragédia em menos de um ano que acontece no Rio por conseqüência não somente das chuvas e sim de desequilíbrio ambiental e de uma política seria de prevenção. As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis e Itaipava foram as mais atingidas. O numero de mortos já passam de 500 pessoas e cresce a cada dia. A Cidade de Nova Friburgo foi quase riscada do mapa, as imagens são duras de assimilar, difícil de acreditar que um dia aquela cidade já foi uma das mais belas desta região.

Além da geografia complicada, estas regiões sofrem com a ocupação desorganizada dos espaços e com a falta de investimentos em contenção de encostas. A remoção de áreas de risco para locais mais seguros é lenta e muitas vezes esbarram na burocracia. Outro problema constante são as ocupações perto dos leitos de rios, isso acaba sempre da mesma forma, inundações de moradias e perdas, muitas perdas.

Talvez seja possível afirmar que realmente não teria muito que fazer para que isso não viesse a acontecer. Muitos de nós vimos à força da natureza pela TV e pudemos observar que por mais que o governo fizesse trabalhos como contenção de encostas, combate a construções irregulares, a tragédia iria acontecer, pois a geografia do lugar continuaria a favorecer. O que poderíamos ter evitado efetivamente, seria a quantidade de perdas humanas que tivemos se houvesse um trabalho de alerta para essas áreas.

O que quero dizer é que essas obras e controle são necessários, porém não será a total solução para os nossos problemas. O governo terá que também investir em uma efetiva prevenção de catástrofes com equipamentos adequados e com uma efetiva rota de fuga, para que não ocorram tantas perdas como as de agora. Enfim, é um assunto amplo e coerente de se pensar!

Mas como tudo que é de âmbito social, torna-se político, mais uma vez, não me surpreendo de ouvir que o problema disso tudo foi de “São Pedro”. Isso mesmo minha gente, o problema foi dele! Esse foi o comentário “parcial” da grande imprensa ao comentar os problemas das enchentes enfrentados nos estados de São Paulo e no Rio de Janeiro, mas especificamente de São Paulo.

No caso do Rio de Janeiro, o governo foi corretamente responsabilizado pelos problemas enfrentados pela população carioca, porém, já no caso de São Paulo a culpa foi atribuída exclusivamente a “São Pedro”, eximindo assim a responsabilidade dos seus governantes. Detalhe, ambos da coligação PSDB-DEM.

Com isso, mais uma vez prova-se o quanto nossa grande “massa jornalística” continua sendo “parcial” e de que lado ela está. Não esqueçamos o quanto este comportamento foi agressivo e quase como um partido político, no auxilio aos tucanos, em época de campanha eleitoral.

Lamentável!
Texto e postagem: Alessandra Gama

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo!!!!


Ter asas é dançar na chuva...
É plantar uma arvore...
Ver a inocência nos olhos de uma criança...
É ficar bem quietinho ao lado da pessoa amada...
É subir uma montanha...
É encontrar os amigos e não falar nada importante, mas falar, falar muito...
É cantarolar uma música antiga ...
É arrumar as gavetas, e dar um monte de roupa para quem precisa...
É andar sem rumo, só por andar...
É falar sozinho...
É sorrir para aquele velhinho lá da praça...
É ficar sentado na cozinha, assistindo a mãe fazer bolo...

Ah ! Ter asas é raspar a panela de brigadeiro com os dedos
É brincar
É rir de si mesmo
É ter um lugar secreto bem lindo e fugir para lá de vez em quando
E ficar de bobeira...
É tomar um banho de cachoeira, nadar em um rio
Ir para a praia, se cobrir de areia e pegar jacaré
Ter asas é viver intensamente as coisas simples e belas
Do dia a dia

Ter asas é ficar em silêncio e ouvir dentro da gente, o deus Emanuel
É isso que desejo para o Ano Novo que está chegando...

Que você tenha asas como das águias!!!!

Que a lua e as estrelas emprestem um pouco do seu brilho, para iluminar o novo ano, e que dEus nos dê "asas de águia" para voarmos bem alto na construção de um mundo melhor.


FELIZ ANO NOVO!!!

Postagem: Alessandra Gama

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

RIO - Uma Homenagem do Tamanho do meu AMOR


Amigos, estive fora durante quase todo o mês de novembro de férias.

Nesses dias fora, não pude atualizar o blog como gostaria e por este motivo, peço desculpas! Antes de sair de férias, eu fui ao cinema finalmente assistir ao “Tropa de Elite 2 “. Não tive como atualizar o blog para dar a minha opinião relativa ao filme e por isso, agora, digo o quanto me senti , digamos, envergonhada por tudo que pude acompanhar no desenrolar da ficção, que no fundo sabemos que é a pura e irrestrita realidade.

Tropa de Elite realmente chegou no momento certo e levantando as questões certas. Precisávamos realmente de um empurrão sem demagogia e sem tato para que tudo ficasse claro e dolorido dentro de nós. Muitas vezes, acabamos não querendo entrar em questões como política ou economia de nosso país, mas como não entrar, se fazemos parte disso. Fazemos parte sim, do sistema em que vivemos, e por isso, não podemos simplesmente fingir que não importa!

Bom, em um determinado momento de nossa viagem, por intermédio de alguns amigos que nos comunicávamos via MSN e Tb pelo facebook, soube que meu Rio estava em guerra. E era uma guerra pra valer, não era filme, era real e aterrador.

Neste momento, tive a certeza que faria parte de um momento histórico que tanto acreditei que um dia pudesse ver. O Rio de Janeiro será retomado legitimamente das mãos da bandidagem. Eu fiquei realmente em estado de graça. Era o começo sem volta, o começo de um novo estado, de uma nova realidade para todos nós.

Cheguei no Rio, no dia 25/11 Às 15h. Foi uma semana tensa para todos nós, mas hj vejo mais claramente o quanto valeu a pena tudo que passamos. O início de uma nova era!

E para homenagear a cidade que me acolheu e que me criou, EU dôo todo o meu amor e respeito, com este vídeo que tanto me faz lembrar o quanto é maravilhoso TE AMAR, MEU RIO DE JANEIRO!




Eu me emocionei de chorar copiosamente.... Tenho orgulho dessa cidade e de meu País... Sou carioca não da gema, mas de coração e depois de todos os problemas que enfrentamos durante estes dias de guerra na cidade, ver um vídeo desse me dá orgulho de viver nesta cidade realmente maravilhosa.

Espetacular!!!!! Parabéns a TAP pela iniciativa e homenagem

Postagem: Alessandra Gama

domingo, 7 de novembro de 2010

Bloomington - O filme

Título Original: Bloomington
País de origem: EUA
Gênero: Ficção
Diretor: Fernanda Cardoso
Duração: 83 min.
Classificação: 18


Sinopse:
Uma moça que foi atriz na infância matricula-se em uma faculdade para dar um novo rumo à sua vida. Lá, ela conhece uma professora que a seduz e as duas começam um romance proibido. Quando a ex-atriz recebe uma proposta para voltar a Hollywood, o romance é posto em cheque, e ela precisará escolher entre a carreira e seu primeiro amor.

Link para Download
Fonte: 3prquatro
RMVB Legendado (Megaupload)

Comentário:
O filme é bonitinho, o romance acontece muito rápido e dá a impressão de que vai engrenar, porém, nem tudo é um mar de rosas. Realmente esperava muito mais dessa produção e de sua diretora. Mesmo assim, vale a pena assistí-lo.
Bom filme!

Postagem e texto: Alessandra Gama

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Almada: “Não deixemos que a vitória nos faça esquecer que o inimigo é forte”


Fonte: Escrevinhador
por: Isaias Almada


Bem que o Brasil do atraso tentou, o Brasil da calúnia, da infâmia, da subserviência, o Brasil que perdeu a noção da História e da realidade em que vive e da realidade que o cerca. Não adiantou o cidadão e candidato José Serra e a oposição que representa construírem uma estratégia eleitoral torpe, baseada no ódio, na intolerância e no preconceito, pois o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostrou que parte de sua acertada estratégia política está cumprida ao eleger sua candidata e sucessora.

Vitória da perspicácia, da sensibilidade no trato das coisas políticas, da coragem pessoal em confrontar, à sua maneira, a oligarquia que deixou o governo em 2002. E o fez com paciência e tentativas de diálogo e – sobretudo – com o conhecimento do seu povo. É preciso reconhecer: haja sociologia para explicar 83% de aprovação popular a um governo no Brasil. Já disse alguém que a política é a arte do possível. Para muitos, infelizmente, ainda é difícil entender isso. À direita e à esquerda.

Ontem, 31 de outubro de 2010, venceu o Brasil que quer continuar mudando, que busca alternativas para se tornar um país mais soberano e menos injusto. Venceu o povo brasileiro mais sofrido e humilde. Venceu novamente a esperança. Ou, para os menos otimistas, a possibilidade de se continuar tendo esperança. E ouso dizer também que, mais do que o Brasil, venceu a nova América Latina de Chávez, Morales, Correa, Lugo, Cristina e Nestor, Castro, Funes, Mujica e Ortega.

Os miasmas da intolerância e de um fascismo travestido de faniquitos democráticos não muito bem explicados em manifestos e editoriais jornalísticos, em telejornais e revistas de final de semana, em violência e profanação religiosa, em tentativa de manipulação da opinião do eleitor, nos últimos três meses, ou se quisermos, nos últimos oito anos, não foram suficientes para desviar milhões de eleitores brasileiros da rota de um desejo sincero de ver o Brasil mais justo, mais independente e de olhos postos no futuro e não no passado.

Retomando a História interrompida com a morte de Getúlio Vargas e traumatizada pelo golpe civil/militar de 1964, que derrubou um governo eleito democraticamente, a vitória de Dilma Roussef faz uma ponte com nosso passado ainda recente e relança as bases de um protagonismo popular para o futuro, fazendo o país voltar ao leito democrático de onde foi retirado pela força de tanques e baionetas apoiados pelo Departamento de Estado norte americano, esse mesmo Estado que continua a insistir com sua política de desestabilizar governos eleitos democraticamente, como a Venezuela de Chávez, a Bolívia de Evo Morales, a Honduras de Manuel Zelaya ou o Equador de Rafael Correa. E que, com certeza, não dará tréguas ao governo de Dilma Roussef. É bom que não nos esqueçamos disto no calor e na alegria da vitória.

No vácuo da repressão policial/militar da ditadura, com a sua falta de garantias democráticas plenas, instalou-se também no Brasil, em anos mais recentes, a ditadura do poder econômico, impondo-se entre nós o pensamento e a prática hegemônica neoliberal, assumida por uma social democracia encantada com a possibilidade de chegar ao poder político, como de fato chegou, com a chamada redemocratização do país na metade dos anos oitenta. E com o sonho de lá permanecer por pelo menos 20 anos, no dizer de alguns de seus caciques, começando com a imoral compra de votos para a reeleição do seu até então maior ideólogo, Fernando Henrique Cardoso, o presidente das privatarias e traidor do povo brasileiro. Essa prática política encantou àqueles que olharam o país e a História com o binóculo posto ao contrário.

Nesses últimos cinquenta anos de História, tanto uma, a ditadura, quanto o outro, o poder econômico imposto pelo Consenso de Washington, tiveram a seu lado aquele que pode ser considerado o mais forte aliado do mundo contemporâneo: a força do quarto poder, a mídia. Jornais, rádios, televisões, revistas, em grande parte subsidiados ideologicamente por pensadores e acadêmicos de dentro e de fora do país, fizeram de seus editoriais e matérias jornalísticas a apologia diária do paraíso para o capital transnacional, com seus deslumbrados e submissos defensores internos, ao mesmo tempo em que combatiam e dilapidavam as garantias e a defesa dos direitos dos trabalhadores através do arrocho salarial, da terceirização de serviços, do aumento do desemprego, do desestímulo às reivindicações de inúmeras categorias profissionais, da privatização de empresas nacionais estratégicas, agindo contra os interesses nacionais, da criminalização dos movimentos sociais, mantendo intacto – de certa maneira – o arcabouço repressivo ditatorial com um inquestionável conservadorismo na sua prática política.

Tudo isso sustentado por uma democracia e uma Constituição, aquela que melhor se pôde arranjar em 1988, a tal Constituição Cidadã, um imenso tratado com quase quinhentos artigos, tamanho o número de interesses a serem contemplados e acomodados, e que ainda assim, na prática, vem sendo solapada e substituída no dia a dia por um mecanismo anacrônico denominado Medida Provisória, que sempre poderá agradar ou desagradar a gregos e troianos, conforme os interesses de momento e o grupo que estiver no poder político.

Em verdade, passamos a viver a partir da segunda metade dos anos 80 um arremedo de democracia. Dá para o gasto, é claro, pois sempre podemos encher a boca e dizer que vivemos num país democrático, e sob vários aspectos isso é verdade, muito embora os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, com as honrosas exceções de sempre, se deixaram ou ainda se deixam escorregar tentadoramente por caminhos tortuosos, para dizer o menos, quando fica bastante evidente a verdadeira luta de classes no país.

A recente campanha eleitoral deixou à mostra como muitos brasileiros entendem a democracia: um regime de privilégios que é preciso manter a ferro e fogo, sempre e quando para isso se use tais “privilégios” para arrasar o adversário, assassinar sua reputação, atribuindo-lhe as piores qualidades morais e profissionais. São os democratas de fins de semana, dos almoços dominicais com a família. Hipocrisia que a campanha do candidato José Serra mostrou à perfeição.
Nesse quadro político e institucional, os homens que queriam governar “por 20 anos” descuidaram-se e o sentimento de mudanças que permeava partidos de esquerda e movimentos sociais desde o período ditatorial, soube se movimentar, mesmo com suas divergências, contradições e até defecções, criando condições para que o país buscasse alternativas para o sufoco neoliberal.

Incrédulos com a vitória do metalúrgico semi-analfabeto em 2002, os serviçais e bajuladores da “Casa Grande”, fiéis leitores da cartilha econômica do neoliberalismo, apostaram suas fichas no fracasso e na incompetência do operário, sem jamais esconder o seu preconceito de classe e seu espírito impatriótico. À medida que o tempo avançou e o fracasso esperado do governo Lula não vinha, os órgãos de comunicação social foram mais uma vez acionados com bastante virulência no ano de 2005, pois nova derrota eleitoral seria o início do desastre.

De nada adiantou a campanha moralista naquela altura, curiosamente liderada por alguns dos políticos mais imorais e corruptos do país, alguns deles felizmente defenestrados nas recentes eleições, ou as CPIs policialescas instaladas nas duas casas do Congresso Nacional, onde a pregação intolerante contra o Partido dos Trabalhadores e a esquerda de um modo geral chegou a ser defendida com o chamamento à eliminação “dessa gente” da política brasileira. Bravatas, arrogância e intolerância substituíam os discursos políticos daquilo que se poderia esperar de uma oposição minimamente civilizada, se é que se pode chamar de civilizados um grande número de dilapidadores do patrimônio nacional em beneficio próprio.

Acuado, o governo soube esperar a hora do contra ataque. E o fez no seu segundo mandato, aprofundando as suas políticas sociais e de infraestrutura econômica. Lula se reelegeu em 2006 e chega a 2010, no final do seu governo, com um índice de popularidade “nunca visto antes na história desse país”. E mais: sai o operário e entra uma mulher. Impensável no Brasil de dez anos atrás.
O desafio que tem pela frente a presidente Dilma Roussef é enorme, a começar pela guerra diária que lhe imporá a vetusta oligarquia brasileira e sua velha mídia incompetente, desonesta e oportunista.

Mas, guerra é guerra e o povo, atento e organizado, sempre que chamado, irá se manifestar através de sindicatos, dos movimentos sociais, das entidades estudantis e dos partidos políticos comprometidos com a soberania do país e das suas conquistas sociais, fazendo avançar essas conquistas. E também através de uma nova mídia que se forma pela internet ou – o que espera o país – ver alguns jornais, revistas e televisões tendo que se ajustar a um novo marco regulatório para a comunicação social, tornando-a verdadeiramente democrática.

De hoje em diante toda atenção é pouca, porque o conservadorismo, agora efetivamente de mãos dadas com o emergente fascismo tupiniquim não irá descansar. E essa é uma união mais do que perigosa. Alguém já disse que para onde pender o Brasil, deverá pender a América Latina. Não deixemos que a vitória nos faça esquecer que o inimigo é forte e continuará sua insidiosa luta no dia a dia das calúnias, das mentiras, dos factóides, tentando minar a confiança do povo no seu novo governo.

Felicidades, presidente Dilma Roussef! Seja bem-vinda.

Izaías Almada é escritor, dramaturgo, autor – entre outros – do livro “Teatro de Arena: uma estética de resistência” (Boitempo) e “Venezuela povo e Forças Armadas” (Caros Amigos).




Postagem: Alessandra Gama